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PDT, Podemos e Solidariedade formam bloco partidário na Assembleia

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    O PDT, o Podemos (Pode) e o Solidariedade (SD) estão formando um novo bloco partidário na Assembleia Legislativa. Ele será integrado pelos deputados Nelson Luersen (PDT); Raska Rodrigues e Fernando Scanavacca (Pode); e Márcio Pauliki (SD). O novo bloco terá como líder o deputado Nelson Luersen, que já liderava a bancada do PDT.

   No plano eleitoral, os deputados do bloco apoiam a pré-candidatura do ex-senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Estado. No plano Legislativo, segundo Luersen, o grupo manterá a atuação independente. “O que for interessante para o Estado e população, votaremos acompanhando a governadora. O que entendermos não for do interesse do nosso povo, votaremos contrariamente, assim exercendo o papel de legislador e fiscalizador dos demais poderes”, explica Luersen.

Em audiência com policiais civis e militares, Luersen defende retomada da data-base dos servidores

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    O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, participou nesta terça-feira (10/04), de audiência pública com representantes de associações de classe de policiais militares e civis, para discutir a retomada da data-base do reajuste salarial anual dos servidores públicos paranaenses. O funcionalismo público estadual está com o salário congelado desde 2016, por decisão do governo Beto Richa, que suspendeu o pagamento da reposição da inflação até 2019.

      Na audiência, representantes dos policiais civis relataram ainda problemas como a falta de pessoal na segurança pública e a superlotação das carceragens das delegacias no Estado. Segundo Luersen, a expectativa agora é que com a posse da nova governadora Cida Borghetti (PP), que assumiu o cargo após a renúncia de Beto Richa para disputar a eleição para o Senado, seja revertido o congelamento dos salários do funcionalismo, que afeta todos os servidores, de policiais civis e militares, a professores, funcionários de escolas, servidores da saúde pública, aposentados e pensionistas.

     “Já que o ex-governador Beto Richa e seus aliados não cumpriram com o previsto na lei proposta pelo próprio governo e aprovada pela Assembleia que reconhece o direito dos servidores à reposição anual, esperamos que a nova governadora Cida Borghetti tenha sensibilidade para reverter o congelamento dos salários do funcionalismo. Não se trata de aumento de salário, mas da simples reposição das perdas provocadas pela inflação do período, que reduzem o poder aquisitivo dos servidores e de suas famílias, prejudicando toda a economia do Estado”, explica Luersen. A estimativa dos representantes do funcionalismo é de que nos últimos dois anos, cada servidor público paranaense perdeu o equivalente a dois salários com o congelamento.

       O deputado lembra que o direito à reposição da inflação é previsto pela Constituição e estendido a todos os trabalhadores dos setores público e privado. E que se a reposição não for feita agora, terá que ser feita pelos futuros governos. “Mais cedo ou mais tarde vai sobrar para próximo governo. Alguém vai pagar a conta. Assim como vai pagar a conta pelo confisco dos recursos do fundo de Previdência do funcionalismo e pela antecipação de receita do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) promovidos pelo governo Beto Richa”, alerta o parlamentar.

Deputado Luersen critica novo aumento da conta de água acima da inflação

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O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, criticou a decisão da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Paraná (Agepar), de autorizar, no último dia 28, um novo aumento da tarifa de água e esgoto, de 5,12%. Luersen lembra que esse percentual representa um aumento 61% acima da inflação do período medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,18%.

Entre 2011 e 2017, a tarifa já teve alta de 124%, para uma inflação acumulada no período de 48%. “Isso significa que somente nos sete primeiros anos do governo Beto Richa, a conta de água subiu 76% acima da inflação”, explica o deputado. No ano passado, o Procon do Paraná chegou inclusive a notificar a Sanepar para que justificasse os aumentos, depois que o bloco independente e a bancada de oposição na Assembleia pediram investigação ao órgão sobre os reajustes abusivos.

Além disso, a Agepar autorizou na semana passada um reajuste acima do pedido pela própria Sanepar, que era de 4,74%, sob a alegação de equilíbrio econômico-financeiro e compensação da mudança da data-base do aumento. No ano passado, a agência já havia autorizado um aumento de 25% para os próximos 8 anos.

“É um verdadeiro absurdo que uma empresa que sempre foi reguladora de preços no mercado, que levava em conta a importância social do acesso à água e esgoto, levando água às famílias do Paraná com um preço acessível, nos últimos anos infelizmente levou, devido à ganância dos investidores e do próprio governo, à uma sangria nas contas do povo paranaense”, diz Luersen, lembrando que esses reajustes abusivos são prejudiciais não só aos consumidores residenciais, mas a todo o setor produtivo, comércio, indústria e agropecuária, tirando a competitividade da economia paranaense.

 

Para o líder do PDT, o novo aumento na conta de água reflete um padrão adotado até aqui no governo Beto Richa, que está se encerrando na próxima sexta-feira (06/04), com a renúncia do governador ao cargo para disputar as eleições de outubro. “A herança deixada pelo governador Beto Richa ao povo do Paraná foi aumento de imposto, confisco da previdência, antecipação de receita do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e congelamento dos salários dos servidores. Sem contar com o aumento de água, luz e pedágio, bem acima da inflação, como demonstrado nas planilhas de preço.

Deputado Luersen é contra terceirização da fiscalização do pedágio no Paraná

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    O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, criticou a intenção do governo do Estado de terceirizar a fiscalização das concessões do pedágio nas rodovias paranaenses. De acordo com informações divulgadas pela imprensa, o Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) abriu licitação no final de 2017, no qual prevê gastar até R$ 26 milhões em 2018 para contratar empresas privadas para fiscalizar obras e serviços realizados.

    “É um absurdo. O DER e principalmente a Agepar existem para essa finalidade. Se não têm condições de fiscalizar, não têm razão de existir”, considera Luersen, que presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia, que entre 2013 e 2014, investigou as concessões do pedágio. Luersen lembra que a CPI já havia apontado indícios de irregularidades na contratação, pelas concessionárias, de empresas terceirizadas. Essas informações foram repassadas ao Ministério Público Federal (MPF), que no mês passado, deflagrou a “Operação Integração”, para investigar suspeitas de superfaturamento em obras e fraude em operações financeiras das concessionárias.

    A operação do MPF apontou desvios de R$ 63 milhões na concessão operada pela Econorte e sua controladora, a Triunfo Participações, através da realização de despesas sem comprovação e repasses a empresas “de fachada”. De acordo com a investigação, essas despesas foram usadas para justificar aumentos de tarifa acima da inflação e aditivos contratuais.

    A licitação aberta pelo DER para terceirizar a fiscalização do pedágio foi dividida em sete lotes. No último dia 16, foi publicada a classificação das empresas na primeira etapa. A Gtech Engenharia e Planejamento Ltda, que se classificou em primeiro lugar em cinco dos seis lotes, está entre as empresas investigadas pelo MPF, na Operação Integração, por ter recebido ao menos R$ 8 milhões da Econorte e da Rio Tibagi, subsidiária da concessionária. Para o MPF, na prática o DER estaria entregando “sua atribuição fiscalizatória a empresas particulares que prestam serviços às próprias concessionárias” de pedágio.

    “As investigações da CPI, Ministério Público Federal e Polícia Federal já demonstraram que as empresas terceirizadas estão a serviço das concessionárias e penso eu que jamais fariam uma fiscalização rigorosa como fariam a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas da União, o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público e a Agepar, órgão competente criado com essa finalidade. Se não fiscalizar, não tem porque existir”, considera Luersen. “Inclusive na CPI nós criticamos a contratação, por parte do DER, da Fundação Instituto de Administração-SP (FIA) e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que fizeram um serviço de auditoria com dados fornecidos única e exclusivamente pelas concessionárias, o que demonstra a inoperância dos órgãos fiscalizadores”, lembra o deputado. “Esses R$ 26 milhões que o governo quer gastar para terceirizar a fiscalização do pedágio deveriam ser usados para recuperar as rodovias, que estão em péssimo estado”, defende o parlamentar.

Decisão da União de descartar prorrogação do pedágio é vitória da sociedade paranaense, diz Luersen

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     A decisão do Ministério dos Transportes de descartar qualquer possibilidade de prorrogação dos atuais contratos de concessão do pedágio nas rodovias do Anel de Integração do Paraná - que se encerram em 2021 - é uma vitória de toda a sociedade paranaense. A avaliação é do líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, que entre 2013 e 2014 presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou as irregularidades nas concessões de rodovias.

     Luersen lembra que entre os principais objetivos da CPI estava justamente impedir a prorrogação e cobrar a realização das obras de duplicação previstas nos contratos. E que os deputados da comissão sempre defenderam que o governo aguardasse o fim dessas concessões para realizar uma nova licitação, com um modelo de pedágio de manutenção, que garantisse tarifas mais baixas, compatíveis com a economia paranaense. “Em 2014, quando o governo do Estado foi até a então presidente Dilma Rousseff pedir a autorização para a prorrogação das concessões, ela negou. Na época, já havia a recomendação da CPI, atendendo ao desejo da sociedade paranaense, para que o governo não prorrogasse os contratos atuais, e a partir de 2021, promovesse uma nova licitação, com tarifas justas e um modelo de pedágio mais adequado às necessidades do Estado”, explica o deputado.

     De acordo com Luersen, os resultados do trabalho da comissão foram repassados ao Ministério Público Federal (MPF), o que ajudou a avançar as investigações que culminaram recentemente na 48ª fase da operação “Lava Jato” intitulada “Operação Integração”, que apontou superfaturamento em obras e repasses suspeitos da concessionária Econorte a empresas “de fachada” para justificar aditivos contratuais e aumento de tarifas do pedágio. A operação apontou desvios de R$ 63 milhões na concessão operada pela Econorte e sua controladora, a Triunfo Participações, através da realização de despesas sem comprovação. Seis pessoas foram presas, entre elas o ex-diretor do Departamento de Estradas de Rodagem, Nelson Leal Júnior.

     “A CPI sempre questionou a conivência do DER e da Agência Reguladora do Paraná com os ‘contratos de gaveta’ entre as concessionárias e empresas prestadoras de serviço que foram usados para justificar aditivos contratuais e aumento de tarifas, além da falta de fiscalização desses órgãos sobre as concessões”, afirma o deputado. “O caminho certo do resultado de qualquer CPI é o Ministério Público e a Justiça, a quem cabe dar sequência às investigações e tomar as medidas para corrigir eventuais irregularidades e punir os responsáveis. A comissão fez a sua parte, repassando esses dados”, afirma.

     O parlamentar aponta ainda que entre os resultados da CPI estão a aprovação de uma lei estadual, em junho de 2016, estabelecendo que qualquer alteração em contratos de concessão – sejam aditivos ou prorrogação – têm que passar necessariamente por votação da Assembleia. “Essa medida garantiu o controle da sociedade sobre esse processo”, observa Luersen.

Além disso, aponta o deputado, em maio de 2016, um grupo de deputados criou a Frente Parlamentar Contra a Prorrogação do Pedágio, para mobilizar a população e o setor produtivo contra qualquer risco de renovação das atuais concessões. “A frente veio a se somar aos esforços de um grupo de deputados que nunca se conformou com a possibilidade de prorrogação destes contratos atuais, que são altamente lesivos à economia paranaense”, explica o parlamentar.

 

     Luersen conclui lembrando que, como os contratos se encerram em 2021, e o mandato dos atuais governantes acaba em dezembro deste ano, caberá aos novos eleitos em outubro decidir sobre os próximos passos a fazer em relação ao pedágio. “A partir de 2019, quem vai tratar dessas concessões serão os novos eleitos para presidente e governador. Por isso é importante que o eleitor esteja atendo ao posicionamento dos candidatos. E vote em pessoas ou grupos políticos que sempre se posicionaram e foram contra esse absurdo que é o modelo de pedágio no Paraná”, defende o deputado. 

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