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Deputado Luersen é contra o aumento das tarifas do pedágio na BR-277

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   O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, manifestou preocupação com as informações de que as tarifas do pedágio operadas pela concessionária Ecocataratas podem ter um aumento de mais de 30% até 2018, sob a justificativa de custear algumas obras na BR-277, entre os Trevos Cataratas e Guarapuava, terceiras faixas em 25 quilômetros de trechos alternados entre Cascavel e Candoi, e as alças de acesso ao viaduto do Jardim Presidente em Cascavel, na região Oeste. A alta valeria para cinco praças de pedágios da concessionária, entre Foz do Iguaçu e Guarapuava.

   De acordo com essas informações, a tarifa neste ano saltaria de R$12,20 para R$14,03, e em 2018 iria para R$ 16,13. “A obra do Trevo das Cataratas em Cascavel e as demais são extremamente necessárias e já deveriam ter sido realizadas, conforme os contratos originais. Infelizmente aditivos contratuais como a Ata 17 retiraram as obras e os preços das tarifas foram recompostos nos anos seguintes. Mas não dá para admitir esse aumento absurdo, de mais de 30%, quando temos uma inflação nos últimos doze meses de pouco mais de 4%. Ainda mais em um momento de crise, em que a população em geral e o setor produtivo já enfrentam imensas dificuldades”, criticou Luersen.

   O deputado destaca que os atuais contratos de concessão do pedágio no Anel de Integração do Paraná se encerram em 2021, e não haveria sequer tempo hábil para a realização de grandes obras. “Que a União e o Estado façam uma parceria para garantir obras prioritárias de melhorias das rodovias, e as concessionárias entreguem as estradas ao final do contrato para que seja feita uma nova licitação, com pedágio de manutenção, compatível com a realidade da economia do Paraná”, defende o parlamentar.

Deputado Luersen manifesta preocupação com extinção de zonas eleitorais no interior

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   O líder do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, manifestou preocupação com a possibilidade de extinção de zonas eleitorais do interior do Paraná, planejada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob a justificativa de redução de custos. Para Luersen, a medida tem que ser estudada com muito cuidado, para que não prejudique os eleitores das comunidades atingidas, dificultando o acesso aos serviços da Justiça Eleitoral.

   De acordo com estimativas, 102 das 206 zonas eleitorais do Paraná podem ser extintas com base em um quociente eleitoral que leva em conta a extensão territorial e a densidade populacional dos municípios onde elas estão instaladas. Com isso, eleitores dos municípios atingidos poderão ter que se deslocar por grandes distâncias para ter acesso aos serviços da Justiça Eleitoral, como cadastramento, transferência de domicílio eleitoral e regularização do título de eleitor, entre outros.

   O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE/PR) e entidades como a Associação dos Magistrados do Paraná (Amapar), já se manifestaram publicamente contra a medida. Nesta quarta-feira (21/06), a Assembleia promove uma audiência pública para discutir o assunto.

   “A nossa preocupação é que essas medidas sejam discutidas amplamente, avaliando as peculiaridades de cada município, para que os eleitores, principalmente do interior, não corram o risco de ficarem ainda mais isolados, distanciados da Justiça Eleitoral, dificultando que eles possam estar em dia com suas obrigações eleitorais”, pondera Luersen, lembrando que a falta de regularidade junto a Justiça Eleitoral traz uma série de sanções, como impedimento para emissão de passaporte ou carteira de identidade; acesso a crédito em instituições financeiras públicas, e inscrição em concursos públicos.

   O deputado destaca ainda que os fóruns eleitorais garantem não só o acesso do cidadão a esses serviços, mas também são responsáveis pela fiscalização das eleições e campanhas. “No momento em que o País vive um processo de moralização do sistema político, o fechamento desses fóruns eleitorais pode prejudicar essa fiscalização, o que seria um retrocesso”, considera o parlamentar.

“Esporte não combina com bebida alcoólica”, diz deputado Luersen

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O deputado estadual Nelson Luersen (PDT) considera o projeto que propõe liberar a venda e consumo de cerveja nos estádios e praças desportivas do Paraná inconstitucional, por infringir a lei federal conhecida como “Estatuto do Torcedor”. Na avaliação do parlamentar, qualquer mudança na legislação sobre essa questão deve ser discutida com muita cautela, priorizando a necessidade de garantir a segurança da população, em especial das famílias que frequentam os estádios. “Esporte não combina com bebida alcoólica”, considera Luersen.

O projeto 50/2017 estava previsto para ser votado em primeira discussão na sessão da Assembleia Legislativa da última segunda-feira (12/06), mas foi retirado de pauta a pedido dos autores.

Luersen lembra que inciso II do artigo 13º da lei federal 10671/2003 é bem claro ao definir como “condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo”: “não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência”. E que a preocupação do legislador ao instituir essa norma foi evitar que o consumo do álcool nos estádios estimule conflitos, em especial envolvendo torcidas organizadas.

O deputado destaca ainda que a jurisprudência tem mantido o entendimento de que a proibição da comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em estádios é legal. Ele cita, por exemplo, acórdão do desembargador Luiz Antônio Barry, da 7ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná, segundo o qual, a proibição “não decorreu de ato ilegal ou abusivo, e sim da imposição estabelecida na lei 10.671/2003 (Estatuto do Torcedor) e na Política Nacional sobre o Consumo de Bebidas Alcoólicas (decreto 6.117/2007)”. O mesmo entendimento foi seguido pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Arnaldo Esteves Lima, ao rejeitar pedido de mandado de segurança contra a norma.  

Além disso, aponta Luersen, setores ligados à segurança pública afirmam que a restrição à bebida nos estádios reduziu a ocorrência de atos de violência entre as torcidas. E a proposta de liberação é criticada, também, por organizações religiosas, conforme manifestação, por exemplo, do arcebispo de Curitiba, D. José Antonio Peruzzo, que em correspondência aos deputados, pediu cautela na discussão da matéria.

“Infelizmente, temos alguns segmentos das torcidas que ao consumirem bebidas alcoólicas acabam se excedendo. E o estádio é um local frequentado por famílias. Beber em local restrito, como bares ou em casa, é uma questão de decisão individual. No estádio, deve ser muito bem avaliado”, diz Luersen, para quem, em caso de liberação, deveriam ser delimitados locais exclusivos e segregados para o consumo de bebidas nos estádios, preservando espaços livres do álcool para famílias, crianças e menores de idade. “A prioridade deve ser não os interesses dos clubes, patrocinadores e fabricantes de cerveja, mas sim o bem-estar e a segurança das famílias – em especial de crianças e menores de idade – que frequentam os estádios”, defende o deputado. 

Deputado Luersen cobra recuperação emergencial de rodovias no Sudoeste e Oeste do Paraná

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O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, apresentou na última segunda-feira (05/06), uma série de requerimentos pedindo que o governo realize obras emergenciais de recuperação de rodovias das regiões Sudoeste e Oeste do Paraná, que segundo ele estão em péssimas condições, ameaçando o escoamento da safra agrícola e provocando acidentes. Luersen solicitou ao diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR), Nelson Leal Júnior, a recuperação imediata do trecho de 284 quilômetros da PR-280, entre Palmas e Realeza – uma das principais vias de escoamento da produção não só do Oeste e Sudoeste do Paraná, como do Centro-Oeste do País – com alto volume de tráfego de caminhões.

O parlamentar também requisitou obras de melhorias nas rodovias PR-495, entre Medianeira e Missal, e PR-182, de Realeza a Pérola do Oeste, que igualmente estariam em más condições. “Essas rodovias já estavam em condições precárias, o que devido às fortes chuvas dos últimos dias se agravou”, explicou o parlamentar. “A falta de recuperação da PR-280 dá a impressão de que se age deliberadamente para deixar a estrada ruim, para convencer a população a aceitar pagar pedágio. Primeiro se sucateia a estrada, e depois se justifica com isso a privatização da rodovia e a implantação da cobrança de pedágio”, critica o deputado.

 

Luersen reafirma que é contra a privatização da PR-280, em virtude das altas tarifas previstas no projeto, que segundo ele, são incompatíveis com a economia da região. “O que também nos causa estranheza na morosidade do governo em recuperar estas e outras rodovias, é que ele vem anunciando seguidos superávits financeiros em suas contas. Além disso, recentemente a Assembleia aprovou pedido de autorização do próprio governo para um empréstimo que se destinaria à recuperação da malha viária estadual. Fato esse que não vem acontecendo”, observa o líder do PDT. 

Deputado Luersen cobra contratação de policiais civis e fim de superlotação de carceragens de delegacias

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O líder da bancada do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, cobrou a contratação de mais policiais civis no Paraná, que registrou somente no último final de semana três fugas de presos em delegacias, demonstrando mais uma vez a preocupante situação da segurança pública no Estado. O problema é agravado, segundo ele, pelo fato de que além da defasagem no efetivo, muitos policiais são obrigados hoje a cuidar dos presos nas carceragens das DPs, o que lhes impede de se dedicar à investigação de crimes.

Dados divulgados pela imprensa apontam que das 1.400 vagas de escrivão no Estado, somente 718 estão preenchidas, um déficit de 48%. Além disso, 256 cidades paranaenses  – a maioria delas no interior– não têm delegado de polícia. Essas cidades concentram uma população de 1,3 milhão de habitantes. Ao mesmo tempo, o Estado tem 19 mil detentos nas carceragens das delegacias.

Em Francisco Beltrão (região Sudoeste), uma rebelião ocorreu no domingo (21/5), na cadeia pública da cidade, na 19.ª Subdivisão Policial, e resultou na transferência de 10 presos para a Penitenciária Estadual da cidade, mas 93 permaneceram na carceragem da delegacia local. Em Matinhos (Litoral do Estado) a recém inaugurada delegacia - que segundo o Sindicato das Classes Policiais Civis do Estado (Sinclapol) - não deveria nem ter carceragem, houve fuga de presos na madrugada de sábado (20/5). Os detentos serraram as grades de uma das celas e fugiram pela janela de uma sala de entrevistas da DP, que no momento estava com 17 detentos.  E em Curitiba, no 1.º Distrito Policial, 18 presos fugiram das carceragens lotadas na madrugada de segunda-feira (22/05), fazendo um buraco na parede e saindo pela janela de uma sala que deveria servir de setor de investigação.

“Hoje a Polícia Civil do Paraná está sem pessoal no interior do Estado, o que dificulta o trabalho de investigação. E os policiais que existem muitas vezes estão ocupados em cuidar dos detentos que superlotam as carceragens das delegacias, em evidente desvio de atribuição funcional, colocando em risco de vida as comunidades que vivem nessas localidades. É fundamental que haja, com urgência, a contratação emergencial de mais policiais civis, para garantir mais segurança da população paranaense”, defende Luersen.

 

O deputado afrima ainda que é preciso investir no aumento de vagas no sistema penitenciário do Estado, para que os presos já condenados sejam transferidos das delegacias para os presídios, e as carceragens sejam desafogadas. “Hoje o sistema não recupera ninguém. Os presos são tratados piores que animais e saem de lá com raiva, voltando a cometer crimes. É preciso que eles sejam tratados com um mínimo de dignidade, para quem paguem por seus crimes, mas depois possam ter uma segunda chance de se reintegrar à sociedade”, pondera o parlamentar. 

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