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Audiência pública vai ouvir setor produtivo e entidades de classe sobre privatização do setor elétrico

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O líder do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, coordenou hoje (26/09) reunião preparatória para definir os detalhes da organização da audiência pública programada para o próximo dia 10, sob o tema “Privatização do setor energético – soberania ou dependência”. A iniciativa é de Luersen, junto com diversos parlamentares, e tem o objetivo de reunir representantes de entidades de classe do setor produtivo e especialistas da área - para debater os planos do governo Temer de privatização da Eletrobras.

No último dia 23 de agosto, o governo anunciou um pacote de 57 projetos de concessão e privatização, que incluem a Eletrobras e onze lotes de transmissão de energia elétrica. Para o líder do PDT, a medida traz o risco de que haja um monopólio privado, com aumento das tarifas cobradas tanto do consumidor residencial, quanto das empresas. Além disso, o Brasil também poderia perder sua soberania ao deixar de manter o controle sobre um setor estratégico para a economia e o desenvolvimento do País.

 

Segundo o deputado, a intenção da audiência é abrir o debate sobre esse tema, que afeta a vida de todos os brasileiros, ouvindo representantes de sindicatos e associações de classe do setor de energia e profissionais da área para levantar os aspectos positivos e negativos que a privatização traria para o País. Entre os convidados estarão, por exemplo, integrantes do Sindicato dos Engenheiros do Paraná (Senge/PR), bem como do chamado G7 – grupo que reúne  entidades representativas do meio empresarial paranaense. 

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“Vender a Eletrobras é um crime de lesa-pátria”, diz deputado Luersen

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              A Assembleia Legislativa promove, no próximo dia 10/10, uma audiência pública sob o tema “Privatização do setor energético – soberania ou dependência”. A iniciativa é do líder do PDT na Casa, deputado Nelson Luersen, junto com diversos parlamentares, e tem o objetivo de reunir representantes de entidades de classe - como o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge/PR), do setor produtivo e especialistas da área - para debater os planos do governo Temer de privatização da Eletrobras.

“Diversos setores da economia e da política estão preocupados com essa onda de privatização no governo Temer. No nosso ponto de vista, manter a Eletrobras é uma questão de soberania nacional, pois se trata da maior empresa de energia da América Latina, responsável por 31% da geração e 50% das redes de transmissão do País”, lembra Luersen.

             O deputado destaca que além de atuar na gestão do setor elétrico, a Eletrobras também tem uma forte atuação social, principalmente na ampliação da rede de atendimento para populações que vivem no interior do País e em comunidades rurais. “A Eletrobras participa do programa ‘Luz Para Todos’, que entre 2003 e 2016, levou energia elétrica a 3,2 milhões de famílias, beneficiando cerca de 15,9 milhões de brasileiros”, explica o parlamentar. “A privatização iria causar danos para o desenvolvimento das regiões mais pobres do Brasil, onde a iniciativa privada não tem interesse de atuar, pois se não tiver lucro, não irá investir”, avalia.

Luersen aponta ainda que, segundo as informações preliminares, o preço de venda proposto pelo governo para a venda da Eletrobras seria “irrisório”, de cerca de R$ 20 bilhões. “Sendo que o valor real, segundo analistas de mercado, passaria dos R$ 300 bilhões. Iríamos dar de presente para o capital especulativo e estrangeiro uma empresa que faz o contraponto com a iniciativa privada, trazendo concorrência dentro do setor, o que é fundamenta para a população”, diz.

            Para o deputado, os riscos trazidos pela privatização da Eletrobras devem ser uma preocupação de todos os brasileiros, pois ela fatalmente resultará em cartelização e aumento de tarifas. Ele lembra que na Argentina, a privatização do setor elétrico gerou “tarifaços” com aumento de até 700% na conta de luz.

“Vender a Eletrobras é crime de lesa pátria”, considera o líder do PDT. “Com a privatização estaríamos perdendo nossa soberania. Não é justo que devido à má administração de empresas como a Petrobras, Eletrobras e outras, nós tenhamos que se desfazer de empresas estratégicas para o Brasil”, defende o deputado. “Se o paciente está doente, temos que curá-lo e não leva-lo à morte. Se algo está errado nas empresas, que seja corrigido. Que se faça uma devassa nas contas e se implante uma administração com seriedade e transparência”, afirma o parlamentar.

            “Na nossa avaliação, água e luz tem que ficar no controle do Estado, pois são setores muito sensíveis para a economia e o desenvolvimento do País. Quando o governante não trabalha bem, você o substitui. Agora, a partir do momento em que empresas estiverem nas mãos da iniciativa privada, não tem volta. Os erros não têm como ser corrigidos”, diz Luersen, para quem deve ser motivo de preocupação o risco de que a onda de privatizações se alastre pelos estados e chegue também à Copel. 

Luersen critica falta de ação da Comec e da Urbs sobre paralisações do transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana

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O líder do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, manifestou preocupação com as paralisações diárias que vêm atingindo o transporte coletivo de Curitiba e região metropolitana desde a semana passada, motivadas pelas reivindicações de motoristas e cobradores por mais segurança. Luersen cobra soluções da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), órgão do governo do Estado subordinado à Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedu), responsável pela gestão do transporte na região metropolitana, e da Urbs, empresa da prefeitura de Curitiba responsável pelo sistema na Capital.

“A passagem aumentou para R$ 4,25, uma das mais altas tarifas do País, e o sistema só piorou. No passado, tentou-se culpar a gestão do prefeito Gustavo Fruet (PD), mas mesmo com o alinhamento político entre a prefeitura e o governo do Estado, a Urbs e a Comec não têm conseguido dar respostas para os problemas do transporte coletivo”, destaca o parlamentar.

Nesta terça-feira (12/09), as paralisações devem afetar 112 linhas de ônibus de Curitiba e região metropolitana, prejudicando milhões de usuários. Na semana passada, outras 85 linhas pararam de circular, provocando atrasos e filas de passageiros nos terminais e pontos de ônibus. O deputado considera que as reivindicações dos motoristas e cobradores por mais segurança são justas, mas avalia que os trabalhadores que dependem dos ônibus não podem continuar sendo prejudicados pela falta de ação da Comec e da Urbs diante dos problemas que atingem o sistema. “Todos estão sendo penalizados, tanto em Curitiba quanto na região metropolitana, prejudicando não só os usuários dos ônibus, mas toda a população, já que as paralisações implicam também no aumento do número de veículos, sobrecarregando o trânsito”, observa Luersen.

Para o deputado, essa situação agrava ainda mais a crise no sistema, já que leva muitos usuários a abandonarem os ônibus para buscar outras formas de transporte. Ele lembra que segundo dados do Sindicato das Empresas de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Setransp), entre março e junho deste ano, o número de usuários do transporte coletivo caiu 14%, o que representa uma perda de 7 milhões de passageiros.

 “A responsabilidade pela gestão do transporte da região metropolitana de Curitiba é da Comec, que é subordinada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Urbano. Entretanto, não temos visto ações concretas para atender às reivindicações dos motoristas e cobradores, bem como para melhor a qualidade do serviço prestado aos usuários. O resultado é que muitos trabalhadores tem perdido horas de serviço ou sendo obrigados a buscar outras formas de se locomover”, afirma Luersen. 

Luersen destaca aprovação de subemenda que mantém concursos para contratação de policiais

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A Assembleia Legislativa aprovou, na segunda-feira (04/09), o projeto 370/2017, de autoria do governo do Estado, que tratam de uma série de medidas envolvendo os servidores públicos paranaenses. O texto original previa a suspensão, por três anos, de concursos públicos para a contratação de policiais militares e bombeiros. O líder da bancada do PDT na Casa, deputado estadual Nelson Luersen, comemorou a aprovação de uma subemenda de plenário que suprimiu o item do artigo 42, que tratava da proibição dos concursos.

Para Luersen, foi uma vitória para a população paranaense, já que a eventual aprovação do texto original resultaria na proibição de novas contratações de PMs iria até 2020, invadindo a competência do futuro governo a ser eleito em 2018. “Um dos objetivos alcançados foi a aprovação dessa subemenda que suprimiu o artigo que proibia os concursos por três anos. Se o governador Beto Richa entende que o contingente atual é suficiente, ele não precisa de projeto para dizer que não vai fazer concurso”, afirma o deputado. “Cabe ao futuro mandatário do Paraná ver a necessidade ou não da contratação de novos servidores. Mas acredito que nas áreas de segurança, saúde e educação, sempre há necessidade da reposição de pessoal devido às aposentadorias e afastamentos no funcionalismo”, explica o parlamentar.

Luersen lamentou a rejeição das emendas propostas pelo bloco independente e deputados de oposição, que pretendiam reverter outro item do projeto, que prevê o corte de gratificações de professores que atuam no sistema prisional, através dos Centros Estaduais de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA). “Infelizmente a base do governo manteve quase que a integralidade do projeto, incluindo o corte de gratificações dos professores do sistema prisional. O que na nossa visão é um retrocesso, já o trabalho desses professores é altamente especializado e tem um grande alcance social, ao garantir a ressocialização de presos e jovens em condição de privação de liberdade, permitindo a eles a reinserção na sociedade após o cumprimento das penas”, destaca o líder do PDT.

 

O deputado já havia manifestado preocupação com o prejuízo que esse corte vai trazer para os programas de ressocialização, que têm baixo custo em relação aos benefícios que trazem, reduzindo índices de reincidência em crimes, a superlotação e as rebeliões no sistema carcerário.

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