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Pronunciamento Deputado Nelson Luersen em 15/04/2014

 

DEPUTADO NELSON LUERSEN (PDT): Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sras. Deputadas. Venho a esta tribuna novamente para falar novamente dos apagões que vêm acontecendo no Estado do Paraná. Falta de energia elétrica, qualquer raio, relâmpago ou chuva que venha a acontecer no nosso Estado, estamos percebendo uma queda de energia, que vem prejudicando toda a sociedade. Há dias já vim a esta tribuna para falar desse assunto, já observei outros Deputados também falando desse assunto, que é inquietante.

 

Estamos vivendo um momento importante na economia do Estado, os empresários investindo, a dona de casa investindo, o agricultor investindo cada vez mais no aumento da produtividade, no aumento dos seus negócios, e isso tudo demanda de um consumo de energia maior. Hoje vemos que esses apagões constantes que vêm acontecendo estão prejudicando as residências, o comércio, a indústria, que muitas vezes tem que parar a produção devido à falta de energia. Os hospitais vêm sofrendo com esses apagões, porque muitas vezes eles têm UTI e têm que utilizar geradores para não se perder uma vida. Então, as perdas são muito grandes. Vemos o cidadão, lá no interior, ter gastos exorbitantes com consertos de aparelhos, de eletrodomésticos, consertos de motores, e tudo isso ocasionado por esses apagões.

 

E sem contar a despesa que o agricultor vem tendo. Ele está tendo que comprar geradores para manter a energia, porque o frango não pode ficar sem aquecimento no inverno e sem o ar-condicionado no verão. O cidadão que ordenha a vaca não pode ficar sem a ordenhadeira, porque são muitas, muitos animais que precisam desse trabalho. Então, essa interrupção de energia realmente é preocupante. Estamos levantando alguns dados, que nos inquietam.

 

Até na capital temos tido apagões constantes, prejudicando a todos os consumidores. Mas, Sr. Presidente, o que me deixou mais intrigado foi, dias atrás, buscando dados a respeito desse assunto, e como todos sabem, a Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, publica anualmente o ranking das concessionárias de distribuição de energia elétrica em todo país, eles avaliam 35 empresas, 35 concessionárias de distribuição consideradas de grande porte no mercado. E algo me preocupa muito, por exemplo, um dos itens que eles avaliam é o DEC, Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora. Isso indica um número de horas, em média, que um consumidor fica sem energia elétrica durante um período, geralmente mês ou ano; ou FEC, Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora, e indica quantas vezes, em média, houve interrupção no fornecimento de energia num domínio naquele período. E o ranking da Aneel diz que em 2012, nesses dois indicadores, a nossa Copel era a quinta no ranking nacional. Para nossa surpresa, em 2013, nessa mesma avaliação, a Copel passou a ser a sétima; e agora, na avaliação mais recente da Aneel, em 2014, em março de 2014, a Copel passou a ser a 15ª empresa em qualidade de distribuição de energia no nosso país. Então isso nos preocupa muito.

Observando alguns outros dados da Copel, vejam os senhores, o lucro líquido da Copel, em 2013, foi de 1 bilhão e 100 milhões, 51,6% maior do que o ano de 2012. O consumo na indústria do Estado teve um acréscimo de 9.6% ao ano. Os investimentos da Copel também têm crescido na reestruturação dessas redes e investimentos em outras áreas, mas os investimentos cresceram somente 35%. Então existe, sim, uma defasagem muito grande de investimento. Aí fui falar com alguns funcionários da Copel, alguns diretores que não quiseram se identificar, para não comprometer a sua relação com a direção da Copel, e eles me disseram o seguinte: - “Deputado, a Copel diminuiu custos de investimentos”. Onde? - “O número de prestadores de serviço foi reduzido; a Copel induziu muitos funcionários de carreira ao aposento.” Outro detalhe que tirou pessoas do campo. E também cortou horas extras e benefícios que esses funcionários tinham.

 

Lá na região, conversando com alguns funcionários da Copel, eles me diziam: - “Deputado, em determinadas cidades, onde tínhamos um funcionário por Município, agora um único funcionário atende quatro, cinco Municípios. Quando dá um apagão devido a uma chuva, um relâmpago, não vencemos atender as ocorrências.” Então, estamos aqui nesta tarde para, mais uma vez, pedir o empenho do Governo do Estado, da Direção da Copel, por intermédio do Presidente Lindolfo Zimmer, que olhe com carinho. Não dá para admitir que um Estado que quer crescer, que quer se desenvolver, que quer gerar emprego e renda, um Estado onde o agricultor, o produtor rural investe no aumento da produtividade, onde a dona de casa investe em novos aparelhos e equipamentos eletrônicos, tenha tudo isso comprometido pela falta de energia elétrica.

 

De nada adianta a Copel ter um lucro de R$1 bilhão e 100 milhões, a Copel ser uma empresa com o domínio do Estado e esse lucro ser investido de forma defasada na redistribuição das redes elétricas. Então, percebe que precisamos, sim, melhorar a qualidade da energia, fazendo com que o produtor rural, a dona de casa, o cidadão que reside no nosso Estado tenha uma constância maior, que realmente tenhamos energia que satisfaça o consumidor.

O preço da energia é um preço exorbitante, é um preço que dificulta a vida do cidadão. Já que ele paga, nada mais justo que tenha uma energia de qualidade para o consumo no seu dia a dia.

 

Vejam os senhores, em 2012 a Copel era a quinta empresa nesse ranking; em 2013 passou a ser a sétima; e agora, recentemente, na última divulgação, a Copel passou a ser a 15ª no ranking de distribuição de energia. Então é uma preocupação que nós temos e esperamos que a Copel melhore esse índice, para termos realmente o crescimento e o desenvolvimento do nosso Estado, com energia de qualidade. Muito obrigado.