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“Vender a Eletrobras é um crime de lesa-pátria”, diz deputado Luersen

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              A Assembleia Legislativa promove, no próximo dia 10/10, uma audiência pública sob o tema “Privatização do setor energético – soberania ou dependência”. A iniciativa é do líder do PDT na Casa, deputado Nelson Luersen, junto com diversos parlamentares, e tem o objetivo de reunir representantes de entidades de classe - como o Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge/PR), do setor produtivo e especialistas da área - para debater os planos do governo Temer de privatização da Eletrobras.

“Diversos setores da economia e da política estão preocupados com essa onda de privatização no governo Temer. No nosso ponto de vista, manter a Eletrobras é uma questão de soberania nacional, pois se trata da maior empresa de energia da América Latina, responsável por 31% da geração e 50% das redes de transmissão do País”, lembra Luersen.

             O deputado destaca que além de atuar na gestão do setor elétrico, a Eletrobras também tem uma forte atuação social, principalmente na ampliação da rede de atendimento para populações que vivem no interior do País e em comunidades rurais. “A Eletrobras participa do programa ‘Luz Para Todos’, que entre 2003 e 2016, levou energia elétrica a 3,2 milhões de famílias, beneficiando cerca de 15,9 milhões de brasileiros”, explica o parlamentar. “A privatização iria causar danos para o desenvolvimento das regiões mais pobres do Brasil, onde a iniciativa privada não tem interesse de atuar, pois se não tiver lucro, não irá investir”, avalia.

Luersen aponta ainda que, segundo as informações preliminares, o preço de venda proposto pelo governo para a venda da Eletrobras seria “irrisório”, de cerca de R$ 20 bilhões. “Sendo que o valor real, segundo analistas de mercado, passaria dos R$ 300 bilhões. Iríamos dar de presente para o capital especulativo e estrangeiro uma empresa que faz o contraponto com a iniciativa privada, trazendo concorrência dentro do setor, o que é fundamenta para a população”, diz.

            Para o deputado, os riscos trazidos pela privatização da Eletrobras devem ser uma preocupação de todos os brasileiros, pois ela fatalmente resultará em cartelização e aumento de tarifas. Ele lembra que na Argentina, a privatização do setor elétrico gerou “tarifaços” com aumento de até 700% na conta de luz.

“Vender a Eletrobras é crime de lesa pátria”, considera o líder do PDT. “Com a privatização estaríamos perdendo nossa soberania. Não é justo que devido à má administração de empresas como a Petrobras, Eletrobras e outras, nós tenhamos que se desfazer de empresas estratégicas para o Brasil”, defende o deputado. “Se o paciente está doente, temos que curá-lo e não leva-lo à morte. Se algo está errado nas empresas, que seja corrigido. Que se faça uma devassa nas contas e se implante uma administração com seriedade e transparência”, afirma o parlamentar.

            “Na nossa avaliação, água e luz tem que ficar no controle do Estado, pois são setores muito sensíveis para a economia e o desenvolvimento do País. Quando o governante não trabalha bem, você o substitui. Agora, a partir do momento em que empresas estiverem nas mãos da iniciativa privada, não tem volta. Os erros não têm como ser corrigidos”, diz Luersen, para quem deve ser motivo de preocupação o risco de que a onda de privatizações se alastre pelos estados e chegue também à Copel.