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Eleição trouxe “ventos da mudança”, avalia deputado Luersen


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As eleições municipais de 2016 foram marcadas pelos “ventos da mudança” motivados pelo desencanto da população brasileira com os constantes escândalos de corrupção e a descrença com a política em todos os níveis. A avaliação é do líder do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, para quem os brasileiros deram um recado claro sobre a necessidade de renovar as práticas políticas do País.

Esse cenário ficou claro em resultados como a eleição para prefeito de São Paulo, aponta o parlamentar, em que o atual prefeito, Fernando Haddad (PT), não conseguiu chegar ao segundo turno, e a disputa acabou vencida pelo empresário João Dória (PSDB), que começou a campanha em terceiro nas pesquisas, e foi eleito no primeiro turno com um discurso de que não era político, mas gestor. “E também em Curitiba, onde o prefeito Gustavo Fruet, reconhecido por todos como uma pessoa séria, com uma administração responsável e livre de qualquer denúncia de corrupção, não conseguiu chegar ao segundo turno em razão da crise econômica e da queda nas receitas, que dificultou a ampliação de investimentos”, diz Luersen.

“O descontentamento com a corrupção instalada em Brasília, a sequência de escândalos do ‘mensalão’ e do ‘petrolão’, o impeachment da presidente Dilma, a decepção com o Lula, levou o eleitor a protestar nas urnas. E o protesto atingiu principalmente aqueles prefeitos e prefeitas que, devido à queda na arrecadação nos últimos dois anos, não conseguiram fazer tudo o que almejavam”, explica.

Luersen prevê dias difíceis para os novos eleitos, já que a crise ainda deve perdurar por algum tempo e o País terá que passar por um longo ajuste para equilibrar suas contas. “O desafio é muito grande, a expectativa do povo é imensa para uma receita que nós sabemos, é baixa, e um cenário econômico que exigirá novos cortes de investimentos”, afirma o deputado. “Nós passamos por uma utopia nos últimos anos. Uma ilusão. Com investimentos sustentados por um dinheiro que não existia. Tanto é que em 2015 a presidente Dilma fechou com um déficit de R$ 170 bilhões e o Temer também vai fechar com um déficit semelhante. Esses déficits levaram o Brasil à falência e alguém teve que pagar a conta. Na eleição, quem pagou a conta foram os governantes dos municípios e seus aliados”, diz o deputado.

Para Luersen, os políticos e administradores têm que entender o recado das urnas e governar com responsabilidade, cortando gastos desnecessários e priorizando o equilíbrio das contas públicas e os investimentos nos serviços públicos essenciais, para que no médio e longo prazo o País possa voltar a crescer, ampliando emprego e renda, e garantindo mais igualdade social.