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Deputado Luersen alerta sobre riscos da implantação de pedágio na PR-280 para a economia do Sudoeste


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    O deputado estadual Nelson Luersen (PDT) manifestou preocupação com os riscos de prejuízos para a economia do Sudoeste do Paraná em caso de concessão à iniciativa privada do trecho da rodovia PR-280 e outras entre Realeza e Palmas, como planeja o governo do Estado. A questão foi discutida na semana passada, em uma reunião com representantes do governo e algumas lideranças da região em Francisco Beltrão. Para Luersen, a implantação da cobrança de pedágio com altas tarifas na rodovia em um momento de crise pode agravar o isolamento da região, pois reduziria o volume de tráfego e encareceria produtos e serviços.

    O parlamentar lembra que muitos caminhões que vêm do Centro Oeste do País e do Oeste do Paraná usam atualmente essa rodovia para desviar dos pedágios da BR-277. Em uma viagem entre Cascavel e Curitiba, eles deixam assim de passar por sete praças de cobrança. No caso de um caminhão de sete eixos, isso significa uma economia de cerca de R$ 500 com pedágio, com gasto adicional de cerca de R$ 150 com óleo diesel. Na prática, se for levado em conta a economia com o pedágio e o que se gasta com o desgaste do caminhão e o combustível, o custo acaba sendo quase o mesmo.

    “Com a implantação da cobrança de pedágio, muitos caminhões não cruzarão mais o Sudoeste, e passarão a vir pela BR-277. E como a região tem muitas estradas alternativas teremos um grande número de veículos desviando da rodovia com pedágio. Com a possível redução do tráfego, as tarifas terão que ser mais altas, agravando a situação”, pondera o deputado.

    Para Luersen, a saída mais viável seria a realização de obras emergenciais de melhorias pelo governo do Estado, e se for o caso, a implantação de um pedágio de manutenção, com tarifas mais baixas como as cobradas nas concessões federais, onde o preço varia de R$ 5 a R$ 7 a cada 100 quilômetros de rodovia. “O problema é que em um momento de crise econômica nacional, crédito escasso e juros altos, a tendência é de que as tarifas sejam mais altas, com custo de cerca de R$ 12 a cada 100 quilômetros, o que vai penalizar ainda mais a economia do Sudoeste”, alerta o deputado.

    “Pedágio a gente sabe como começa, mas não sabe como termina”, afirma Luersen, lembrando que o modelo de concessões do Estado se mostrou prejudicial a economia paranaense, principalmente no interior. “As cidades mais distantes estão perdendo investimentos em razão do alto custo do pedágio embutido no preço dos produtos e serviços”, explica.

    Luersen tem cobrado do governo do Estado melhorias urgentes na rodovia, hoje em estado precário. Mas considera que na situação atual, o melhor caminho seria o governo promover essas obras com recursos próprios, com implantação de terceiras faixas nos trechos mais críticos e de maior movimento, além de trincheiras e alças de acesso às cidades cortadas por essas rodovias. “Na conjuntura atual, a implantação de pedágio nos moldes existentes ou como está sendo proposto no Paraná, com tarifas altas, fatalmente implicará na redução drástica de tráfego, com prejuízo inestimável para a economia de todo o Sudoeste”, alerta o parlamentar.