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Deputado Luersen alerta para risco de apatia em torno da eleição municipal

 

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Faltando pouco mais de dois meses para o início oficial da campanha, programada para começar em 16 de agosto, pouco ou nada se houve falar sobre as eleições municipais de 2016. Para o líder do PDT na Assembleia Legislativa, deputado estadual Nelson Luersen, o risco é de que a crise política nacional acabe interditando o debate sobre a disputa por prefeituras e câmaras de vereadores, com sérios prejuízos para a busca de soluções para os problemas e necessidades dos municípios.

    “Estamos a quatro meses da eleição e não existe movimentação, nem discussão política nos municípios para um fato importantíssimo que vai acontecer, que é o processo de escolha dos novos prefeitos e vereadores. Que serão aqueles que vão decidir o rumo da vida dos cidadãos nos próximos quatro anos. Não podemos deixar passar essa oportunidade para discutir com profundidade os problemas locais, e eleger pessoas sérias, comprometidas com o interesse da maioria”, avalia Luersen, que foi prefeito de Planalto, na região Sudoeste do Paraná, por três mandatos.

    “A prefeitura é responsável por administrar boa parte daquilo que envolve diretamente à vida da população. Mesmo os recursos repassados pelos governos federal e estadual muitas vezes são administrados e têm sua aplicação gerida pelos prefeitos. E, infelizmente, em razão da crise política nacional, não estamos vendo os eleitores darem a devida atenção à discussão das questões locais”, avalia o parlamentar.

    Para Luersen, diante dos sucessivos escândalos que o País vem vivenciando, é natural que a população esteja descrente com a política. “Mas é preciso que essa indignação seja usada como instrumento de mudança concreta. E essa mudança vai acontecer se começar a partir dos municípios, que é onde o eleitor vive. É nas prefeituras e câmaras de vereadores que ele bate em busca de atendimento para suas necessidades mais básicas”, lembra.

    O deputado aponta que o próximo mandato dos novos prefeitos será muito difícil devido à crise econômica, e à falta de planejamento. “Isso faz com que seja mais do que nunca necessário eleger pessoas simples, humildes, mas que tenham boas noções de administração. Pode ser no seu lar, na sua empresa ou na sua atividade profissional. Empreendedores sérios e comprometidos com o futuro da população e de suas cidades”, defende.

    Luersen alerta que nos pequenos municípios, muitas vezes as pessoas votam no entusiasmo de obras e projetos de véspera da eleição, se decepcionando depois. “Alguns administradores ficam três anos empurrando os problemas com a barriga e no ano eleitoral realizam obras e investimentos para maquiar o processo eleitoral e ludibriar as pessoas. O eleitor, na hora de votar, tem que analisar de onde o candidato vem, o que ele quer e propõe. Tem que analisar a história do candidato e não se deixar levar por falsas aparências, o discurso fácil e as promessas demagógicas. Aqueles candidatos que prometem demais, criando uma falsa expectativa, devem ser reprovados, pois não existe um milagre”, diz o deputado.

    “Quando a gente vai escolher alguém para administrar, não escolhe o mais simpático, mas sim o mais competente e sério. O que preocupa é que são poucos os homens e mulheres de bem que querem se envolver na política. Não existe uma fórmula mágica de resolver os problemas que não através da representação popular. Que a cada quatro anos pode ser mudada”, avalia o parlamentar. “Apesar dos problemas a democracia ainda é a melhor forma de administrar os conflitos da sociedade, para um povo que quer ser livre”, considera Luersen.

    Para o deputado, a operação Lava Jato vem cumprindo um papel fundamental na moralização dos costumes políticos do Brasil. “É essencial que ela vá até o final e responsabilize e puna quem tem culpa. Mas é importante também que a indignação gerada pelas descobertas reveladas por esse processo seja utilizada de forma produtiva e inteligente pelo eleitor, para mudar esse quadro, recuperando a confiança na democracia como alavanca para a melhoria da qualidade de vida e a promoção do bem comum”, observa.

    “Um prefeito, juntamente com a população, tem nas suas mãos a oportunidade de transformar e melhorar a qualidade de vida de sua cidade. E o momento é dos cidadãos virem para a política para ajudarem a superar essa crise. Só a crítica não resolve. A crítica construtiva é importante, mas sem ação, ela não leva a lugar algum”, conclui Luersen.